Para um brasileiro de trinta anos é natural ir a um posto de gasolina e colocar álcool no seu carro (agora também flex). Mas sabemos que não foi sempre assim, e nem precisa ir muito longe, é só perguntar para a geração que nasceu em 50-60. Aliás, a própria denominação "posto de gasolina" mostra que o álcool é um intruso aí nesse meio.
Pois bem, então como tudo isso começou?
Em 1973, o Brasil ainda importava 80% do petróleo que consumia. Nessa época ocorreu o que conhecemos hoje como "a primeira crise do petróleo", quando o preço do barril aumentou de 2,70 doláres para 11,50 (quem diria, esse preço teria chegado a 140 doláres na crise de 2008, mas voltando...). Com esse aumento subito e inesperado, o petróleo passou a representar 32,2% do total de custos de importação do país, gerando um sério impacto na balança comercial.
Em resposta a crise, o governo brasileiro lançou três projetos majoritários em torno de 1975:
1 - Expansão da geração da energia hidroelétrica;
2 - Aumento na exploração e produção nacional de petróleo;
3 - Desenvolvimento de alternativas a gasolina e aos derivados do petróleo
É nessa terceira iniciativa que se enquadra o famoso programa Pró-álcool. Mesmo quem já nasceu depois da sua criação, provavelmente já ouviu falar dele.
O Programa tinha como principal objetivo canalizar a produção de cana de açúcar para a produção de álcool, que funcionaria como o principal substituinte da gasolina. Além disso, foi uma estratégia muito inteligente do governo, já que o preço do açúcar vinha acumulando quedas sucessivas no mercado internacional, não sendo mais tão lucrativo para os produtores.
E então foi exatamente nesse ponto que tudo começou.
Existe tanta confusão na política brasileira que às vezes até esquecemos de ver quando decisões acertadas foram tomadas. A criação do Pró-alcool foi uma delas. Uma iniciativa que faz nosso país ser hoje muito admirado nos quatro cantos do mundo. Tal admiração me gera muito mais orgulho do que saber que somos conhecidos pelo samba e pelo futebol...
É também verdade que a produção de álcool foi subsidiada pelo governo por muitos anos. Mas desde o fim da década de 90, a indústria sucro-alcooleira caminha com as próprias pernas, sendo movida 100% por capital privado. É mais uma prova que a decisão do governo de investir em um produto a longo prazo foi acertada.
Andando por esse mundo, já consigo reconhecer o nosso álcool da cana-de-açúcar como o terceiro ícone na lista das coisas que identificam o nosso país no exterior. É claro que primeiro perguntam sempre do samba e do futebol ;).
Os nossos carros flex são o novo produto de admiração... mas isso fica para outro dia.
Pois bem, então como tudo isso começou?
Em 1973, o Brasil ainda importava 80% do petróleo que consumia. Nessa época ocorreu o que conhecemos hoje como "a primeira crise do petróleo", quando o preço do barril aumentou de 2,70 doláres para 11,50 (quem diria, esse preço teria chegado a 140 doláres na crise de 2008, mas voltando...). Com esse aumento subito e inesperado, o petróleo passou a representar 32,2% do total de custos de importação do país, gerando um sério impacto na balança comercial.
Em resposta a crise, o governo brasileiro lançou três projetos majoritários em torno de 1975:
1 - Expansão da geração da energia hidroelétrica;
2 - Aumento na exploração e produção nacional de petróleo;
3 - Desenvolvimento de alternativas a gasolina e aos derivados do petróleo
É nessa terceira iniciativa que se enquadra o famoso programa Pró-álcool. Mesmo quem já nasceu depois da sua criação, provavelmente já ouviu falar dele.
O Programa tinha como principal objetivo canalizar a produção de cana de açúcar para a produção de álcool, que funcionaria como o principal substituinte da gasolina. Além disso, foi uma estratégia muito inteligente do governo, já que o preço do açúcar vinha acumulando quedas sucessivas no mercado internacional, não sendo mais tão lucrativo para os produtores.
E então foi exatamente nesse ponto que tudo começou.
Existe tanta confusão na política brasileira que às vezes até esquecemos de ver quando decisões acertadas foram tomadas. A criação do Pró-alcool foi uma delas. Uma iniciativa que faz nosso país ser hoje muito admirado nos quatro cantos do mundo. Tal admiração me gera muito mais orgulho do que saber que somos conhecidos pelo samba e pelo futebol...
É também verdade que a produção de álcool foi subsidiada pelo governo por muitos anos. Mas desde o fim da década de 90, a indústria sucro-alcooleira caminha com as próprias pernas, sendo movida 100% por capital privado. É mais uma prova que a decisão do governo de investir em um produto a longo prazo foi acertada.
Andando por esse mundo, já consigo reconhecer o nosso álcool da cana-de-açúcar como o terceiro ícone na lista das coisas que identificam o nosso país no exterior. É claro que primeiro perguntam sempre do samba e do futebol ;).
Os nossos carros flex são o novo produto de admiração... mas isso fica para outro dia.
Referência: Cerqueira Leite RCde, et al. Can Brazil replace 5% of the 2025 gasoline world demand with ethanol? Energy (2008), doi:10.1016/j.energy.2008.11.001
eu só discordo numa coisa: enfatizaria um pouco mais o orgulho de ter o samba como referencia :p
ResponderExcluirMas gostei bastante da sua postagem... já me deixa ansioso pra proxima
beijaozao
Não sabia dessa sua veia jornalística. Linguagem fácil, super bem escrito e deu gostinho de quero mais.
ResponderExcluirfaça logo a 2ª postagem!
bjs
Mani
Gostei muito de tudo que vc escreveu.É bem verdade, que muito de tudo que vc falou está relacionado para poucos, porém existe pessoas assim como vc que tem interesse direto em tornar realidade ao alcance de todos através de uma linguagem mais simples.
ResponderExcluirBeijos
Mama
Vc escreve muito bem, concordo com Fabíola da sua veia jornalistica.
ResponderExcluirbjos
Cada dia você está aprimorando a linguagem para entendermos um pouco mais sobre o que a cana de açúcar pode se transformar.
ResponderExcluirQue você possa atingir todos os teus objetivos nestas suas pesquisas.
Beijos.